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DSC_0299A expedição abriu fronteiras, não apenas as linhas imaginarias que os homens insistem em guerrear, mas as fronteiras que nós mesmos criamos. Vivemos imersos em cubos de plástico e cada vez mais a individualidade força a comunicação robótica, cheia de prés-julgamentos.

A experiência na carne viva obriga o indivíduo a sentir. Não a como se esconder, sair da posição de conforto é obrigar a revelar-se, e isso às vezes machuca. O corpo sobre pressão reage a estímulos “animalescos”, denunciamos nossas necessidades momentâneas mais egóicas, e nesse momento, se colocar no lugar do “outro” requer um pouco mais de prática de vivência na matrix planeta Terra. Estou falando de um pouco, dos muitos sentimentos apreendidos durante a expedição, era como se cada persona, cada planta, cada pedregulho tentasse gritar para que eu pudesse ouvir o barulho ensurdecedor que vinha de Pachamama. Eu tinha algo pra aprender de cada uma das 14 pessoas presentes no projeto.

As cores dos Andes me fizeram voltar ao colorido melancólico do Sertão, as pessoas simples, as feiras de rua, as mulheres bravas, pareciam imagens tecidas na mesma manta. No mesmo caldo de sopa.

Muitas coisas precisavam ser continuadas e iniciadas no novo ciclo 2017, ter rompido o ritual de virada de ano em um pedaço de terra no meio do Titikaka foi realmente deslumbrante, visitar os templos antigos me reativaram fés que há tempos estava esperando por esses encontros e me fizerem questionar e planejar novos horizontes. O trabalho social na ilha dos Uros foi, realmente, a contemplação de nosso objetivo enquanto grupo. Estávamos em plena aprendizagem, sim! Tínhamos muito o que aprender com as pessoas daquele lugar, mas o breve sentimento de solidariedade e de conclusão de planejamento foi revelador, eu senti nosso reflexo, e ele estava reluzente nas aguas frias do lago. Em cada sorriso, em cada lágrima e em cada pedaço melado de tinta.

 

Obrigado ao Cosmos, as montanhas, o lago, a Carol, Clesio e todos os outros que materializaram essa expedição…

 

 

Caio Richard de Araújo Macedo Alexandre

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