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14/02/2017

Do final de Setembro 2016 até metade de Fevereiro 2017 eu fiz um estágio na Associação Bem Comum. Agora chegaram os últimos dias da minha estadia em São Paulo e por isso quero resumir como foi a experiência.

Até poucas semanas antes do estágio começar, eu nunca tinha ouvido falar da Bem Comum. O meu curso de “trabalho social transnacional”  (que vai na direção de serviço social com foco em contextos internacionais e de migração) na Frankfurt University of Applied Sciences na Alemanha  exige um estágio numa ONG fora da Europa. Já que eu tenho um certo vínculo pessoal com o Brasil, eu decidi que ia querer fazer o estágio aqui. Como eu me interesso bastante para a educação vivencial ao ar livre, eu entrei em contato com a Outward Bound Brasil que faz parte de uma das organizações mais conhecidas nesta área. O pessoal da Outward Bound disse que não poderia fazer o estágio com eles, porque eles não têm nenhum funcionário que vem da área de serviço social ou da pedagogia. Mas recomendaram a Bem Comum. Já era começo de Julho e eu quis começar o estágio em Setembro – o que significou muito pouco tempo para resolver tudo que precisava resolver. Sabendo quase nada sobre a Bem Comum, eu solicitei o meu visto, que é um processo meio complicado e demorado, e pouco depois já cheguei em São Paulo. Tive sorte de achar uma república bem perto da Bem Comum e assim o luxo de poder ir a pé ao trabalho. Quando eu cheguei pela primeira vez na Bem Comum, foi um alívio enorme: primeiro porque eu tinha achado o caminho sem me perder nesta cidade gigantesca, e segundo porque tudo mundo era bem simpático. E eu não estou escrevendo isso só porque os meus colegas vão ler – no meu relatório em alemão para a faculdade escrevi mesma coisa, mesmo que ninguém daqui vai entender.

Eu não tinha esperado muito antes de chegar aqui e mesmo assim foi tudo diferente que esperado. Eu tive muitas liberdades e podia escolher tudo que queria; ninguém me disse o que eu tinha que fazer. Eu usei esta liberdade para me envolver no máximo número possível de projetos. E surgiram coisas maravilhosas disso. Por exemplo, a participação no grupo de teatro que se formou para captar recursos para a Expedição Acordando Palavras. Quem tinha esperado que um dia eu fosse pular duma mala no meio da Avenida Paulista? Uma experiência incrível que nem todo estagiário faz.

Outro produto fantástico da minha estadia na Bem Comum foi a criação da adec – autonomia do eu criativo. Nunca tinha vivenciado uma liberdade tão grande no trabalho e um resultado tão bonito desta liberdade. O trabalho no time adec foi incrível e já existem vários planos de continuar o projeto numa cooperação brasileira-alemã.

Na Bem Comum eu aprendi que o lugar do trabalho pode ser uma segunda casa e que colegas e família nem são coisas tão diferentes. Nunca antes tinha acontecido comigo que na hora de ir embora do trabalho tudo mundo ficava ainda para fazer música juntos.  E isso é só um exemplo de muitos.

Tá bom, tenho que admitir que nem sempre foi fácil. Tive que aprender a lidar com um conceito de pontualidade levemente diferente do que eu conhecia…mas depois de alguns meses aconteceu que fui eu quem chegou atrasado nos encontros. Foi um pequeno sucesso de integração.

Outro desafio foi o comportamento diferente no trabalho. Na Alemanha – generalizando – as pessoas no trabalho estão muito focados nos objetivos e dão pouco espaço à interação com os colegas. No Brasil – ou pelo menos na Bem Comum – isso é bem diferente e as relações interpessoais são bem importantes. No começo eu tive que aprender que bater papo com os colegas não é tempo de trabalho gasto mas sim um elemento bem importante para transformar o lugar do trabalho num espaço amigável e agradável. De volta na Alemanha, eu vou ou sentir falta disso ou conseguir de introduzir um comportamento correspondente no meu emprego lá.

Agora chegaram os meus últimos dias aqui na Bem Comum. Isso me deixa um pouco triste, o tempo passou muito rápido e de repente este momento chegou. Mas olhando para trás, valeu muito a pena e foi um dos tempos mais legais na minha vida. Vim para fazer um estágio e acabei fazendo muitos amigos. O que me ajuda de não estar tão triste de ir embora é a ideia que a gente vai se ver de novo e que vai ter várias oportunidades de trabalhar juntos e se encontrar novamente no Brasil e na Alemanha. O meu corpo vai voltar para a Alemanha, mas a minha mente e o meu coração vão ficar com vocês.

Comentários ( 2 )

  • Ivônia disse:

    Só quem conhece a Bem comum e os que lá trabalham sabe do que ele está falando. Boa sorte em sua jornada e que outros possam vivenciar essa experiência que é estar na Bem Comum.

  • Carol Ferigolli disse:

    Max, foi muito importante ter você conosco durante a expedição! Muito obrigada!
    Que os novos tempos na Alemanha sejam de prosperidade e que vc volte logo para nos visitar!
    Hasta pronto, hermano!
    bjs
    Carol Ferigolli

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