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Existe uma frase que gosto muito, que diz:  ” somos a construção dos livros que lemos; das pessoas que amamos e das viagens que fazemos”.  Não me lembro agora quem é o autor ou mesmo se ela é exatamente assim, mas o que importa é que em meio a esse mundo muitas vezes estranho, muitas vezes dolorido, solitário e incompreensível, podemos achar nós mesmos em histórias compartilhadas, momentos de silêncio reflexivo e trilhas do saber.
Hoje, quinto dia da Expedição Acordando Palavras, a minha frase favorita está posta na concretude desta viagem. Saindo da Ilha de Amantani, passando pelo portal deixo muita Gratidão aos moradores que nos receberam e carrego comigo neste primeiro dia do ano a certeza de que minha bagagem está mais leve e mais fortalecida.
Gratidão aos responsáveis e colaboradores desta expedição.

Katia Gomes20170101_070835

DSC_0299A expedição abriu fronteiras, não apenas as linhas imaginarias que os homens insistem em guerrear, mas as fronteiras que nós mesmos criamos. Vivemos imersos em cubos de plástico e cada vez mais a individualidade força a comunicação robótica, cheia de prés-julgamentos.

A experiência na carne viva obriga o indivíduo a sentir. Não a como se esconder, sair da posição de conforto é obrigar a revelar-se, e isso às vezes machuca. O corpo sobre pressão reage a estímulos “animalescos”, denunciamos nossas necessidades momentâneas mais egóicas, e nesse momento, se colocar no lugar do “outro” requer um pouco mais de prática de vivência na matrix planeta Terra. Estou falando de um pouco, dos muitos sentimentos apreendidos durante a expedição, era como se cada persona, cada planta, cada pedregulho tentasse gritar para que eu pudesse ouvir o barulho ensurdecedor que vinha de Pachamama. Eu tinha algo pra aprender de cada uma das 14 pessoas presentes no projeto.

As cores dos Andes me fizeram voltar ao colorido melancólico do Sertão, as pessoas simples, as feiras de rua, as mulheres bravas, pareciam imagens tecidas na mesma manta. No mesmo caldo de sopa.

Muitas coisas precisavam ser continuadas e iniciadas no novo ciclo 2017, ter rompido o ritual de virada de ano em um pedaço de terra no meio do Titikaka foi realmente deslumbrante, visitar os templos antigos me reativaram fés que há tempos estava esperando por esses encontros e me fizerem questionar e planejar novos horizontes. O trabalho social na ilha dos Uros foi, realmente, a contemplação de nosso objetivo enquanto grupo. Estávamos em plena aprendizagem, sim! Tínhamos muito o que aprender com as pessoas daquele lugar, mas o breve sentimento de solidariedade e de conclusão de planejamento foi revelador, eu senti nosso reflexo, e ele estava reluzente nas aguas frias do lago. Em cada sorriso, em cada lágrima e em cada pedaço melado de tinta.

 

Obrigado ao Cosmos, as montanhas, o lago, a Carol, Clesio e todos os outros que materializaram essa expedição…

 

 

Caio Richard de Araújo Macedo Alexandre

Sou o Max, estudante de serviço social e formado em etnologia. Sou da Alemanha e desde final de Setembro estou fazendo um estágio na Associação Bem Comum. Agora, depois de um mês, está no tempo de contar um pouco das minhas experiências aqui.

Primeiro: É tudo diferente do que eu esperei. Eu achei que a Bem Comum fosse mais parecido com um clube juvenil, um lugar aonde jovens vão para passar o tempo livre deles e para ganharem apoio nos problemas e desafios deles. Afinal só tinha algumas impressões do site da Bem Comum de projetos passados. Achei muito interessante de chegar ao meio de um processo de mudanças na estrutura da organização. Já que tudo mundo me recebeu com braços abertos, achei menos difícil de me integrar na equipe do que esperado. E aos poucos até estou aprendendo que a definição de pontualidade no Brasil é diferente do que aquela na Alemanha  😉

Eu acho que no pouco tempo que estou aqui, já aprendi e vivenciei bastante e agora estou ansioso por ver a realização dos projetos que estão sendo planejados no momento e de contribuir neste processo.

O que me impressionou mais na Bem Comum é o enorme potencial criativo e o espaço que a associação da aos membros de criar e realizar novas ideias e novos projetos. Para mim, a Bem Comum é uma fábrica de ideias e um motor de criatividade. Já tinha momentos que eu tive a impressão que tinha que frear o fluxo de ideias um pouco para não perder a realização da vista. Talvez isso também seja devido á cultura de trabalho alemã que é muito racional e orientado em objetivos. Na Alemanha, sempre ia diretamente para casa ou para outro compromisso depois do dia de trabalho acabar. Aqui, fico muitas vezes ainda depois do trabalho com os colegas da Bem Comum, porque a equipe é como uma segunda família. Não tem distância entre os colegas, ou o sentimento que o lugar do emprego não pode ser um lugar de sentimentos positivos. Espero que possa levar esta experiência para a Alemanha e estabelecer uma cultura de trabalho parecido no meu próximo emprego.

O próximo Bazar OBB já tem data marcada!

Neste ano do bazar da OBB em parceria com Bem Comum vem com uma novidade: um ciclo de workshops com temáticas a respeito de turismo, vivências e aprendizagens.

Vai ser no Dia dos Namorados dia 12 de Junho a partir das 9 horas na Abtd Associação Brasileira, Rua Machado Bitencourt, 89, Vila Mariana, bem pertinho do Metrô Santa Cruz. Traga a sua namorada ou namorado e aproveite as ofertas irresistíveis dos nossos parceiros.

Parte do lucro vai para o fundo de bolsas da Outward Bound Brasil, além de consumir conscientemente você estará oportunizando uma experiência Outward Bound para uma outra pessoa!

Bazar_Obb