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DSC_0299A expedição abriu fronteiras, não apenas as linhas imaginarias que os homens insistem em guerrear, mas as fronteiras que nós mesmos criamos. Vivemos imersos em cubos de plástico e cada vez mais a individualidade força a comunicação robótica, cheia de prés-julgamentos.

A experiência na carne viva obriga o indivíduo a sentir. Não a como se esconder, sair da posição de conforto é obrigar a revelar-se, e isso às vezes machuca. O corpo sobre pressão reage a estímulos “animalescos”, denunciamos nossas necessidades momentâneas mais egóicas, e nesse momento, se colocar no lugar do “outro” requer um pouco mais de prática de vivência na matrix planeta Terra. Estou falando de um pouco, dos muitos sentimentos apreendidos durante a expedição, era como se cada persona, cada planta, cada pedregulho tentasse gritar para que eu pudesse ouvir o barulho ensurdecedor que vinha de Pachamama. Eu tinha algo pra aprender de cada uma das 14 pessoas presentes no projeto.

As cores dos Andes me fizeram voltar ao colorido melancólico do Sertão, as pessoas simples, as feiras de rua, as mulheres bravas, pareciam imagens tecidas na mesma manta. No mesmo caldo de sopa.

Muitas coisas precisavam ser continuadas e iniciadas no novo ciclo 2017, ter rompido o ritual de virada de ano em um pedaço de terra no meio do Titikaka foi realmente deslumbrante, visitar os templos antigos me reativaram fés que há tempos estava esperando por esses encontros e me fizerem questionar e planejar novos horizontes. O trabalho social na ilha dos Uros foi, realmente, a contemplação de nosso objetivo enquanto grupo. Estávamos em plena aprendizagem, sim! Tínhamos muito o que aprender com as pessoas daquele lugar, mas o breve sentimento de solidariedade e de conclusão de planejamento foi revelador, eu senti nosso reflexo, e ele estava reluzente nas aguas frias do lago. Em cada sorriso, em cada lágrima e em cada pedaço melado de tinta.

 

Obrigado ao Cosmos, as montanhas, o lago, a Carol, Clesio e todos os outros que materializaram essa expedição…

 

 

Caio Richard de Araújo Macedo Alexandre

Neste último sábado (26/11/2016) aconteceu o último Sarau Colaborativo da Casa111 de 2016. Sim, meus amigos, este foi o último sarau do ano, mas não fique triste. É com muito carinho e uma grande alegria no coração, que realizamos o fechamento desse ciclo.  voltaremos ano que vem com muita alegria, muitos poemas, musicas, representações teatrais e ótimas novidades.

O dia iniciou com o Bazar Beneficente Acordando Palavras, um belo projeto de troca transcultural de jovens de periferia no extremo sul de São Paulo, possibilitando o trabalho comunitário no Peru, caso queira saber melhor sobre o projeto acesse o link:  Campanha Benfeitoria

Logo às 16h tivemos a oficina de erros… Realizada por Priscila Curce, onde podemos em um bate-papo horizontal perceber o quanto o erro é importante no nossos caminhos de aprendizado.

Às 18h demos o início ao nosso momento mágico, em que compartilhamos nossos poemas, nossas musicas, nossos conteúdos autorais, além de autores celebres como Fernando Pessoa e Sérgio Vaz. Sobre diversos temas que vai de teor político ao amor.

Foi um ano de ótimas experiências. Conhecemos pessoas incríveis, artistas pra lá de talentosos!! Um acontecimento magnifico, foi ter pessoas escrevendo para declamarem em nosso sarau, nossa ideia sempre foi trabalhar e estimular novos multiplicadores em prol do Bem Comum.

E é um prazer enorme para nós, consegui realizar nosso sarau e ter esse retorno. Estamos mais que animados para os próximos, e aguardamos vocês em nossa casinha. Um grande abrabeijo em todos vocês.

Confira nosso vídeo de finalização desse processo no link abaixo:

Vídeo final Casa111 – YouTuber

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Boas festas de final de ano.

Equipe Casa111!

Ontem a iniciativa adec autonomia do eu criativo foi apresentada no bazar do nosso parceiro Outward Bound Brazil. A adec propõe vivencias criativas e reflexivas, com diálogos sobre nossos comportamentos, a criatividade e o espaço que os erros têm em nossas vidas. Com uma metodologia que integra o corpo, a intuição e o cognitivo, através da criação de jogos e outras experiências, o convite é para que cada participante busque identificar e vivenciar o seu próprio potencial criativo, tornando sua ação no mundo mais consciente e assertiva.

Em breve mais sobre adec…e sobre a possibilidade de participar!

Sou o Max, estudante de serviço social e formado em etnologia. Sou da Alemanha e desde final de Setembro estou fazendo um estágio na Associação Bem Comum. Agora, depois de um mês, está no tempo de contar um pouco das minhas experiências aqui.

Primeiro: É tudo diferente do que eu esperei. Eu achei que a Bem Comum fosse mais parecido com um clube juvenil, um lugar aonde jovens vão para passar o tempo livre deles e para ganharem apoio nos problemas e desafios deles. Afinal só tinha algumas impressões do site da Bem Comum de projetos passados. Achei muito interessante de chegar ao meio de um processo de mudanças na estrutura da organização. Já que tudo mundo me recebeu com braços abertos, achei menos difícil de me integrar na equipe do que esperado. E aos poucos até estou aprendendo que a definição de pontualidade no Brasil é diferente do que aquela na Alemanha  😉

Eu acho que no pouco tempo que estou aqui, já aprendi e vivenciei bastante e agora estou ansioso por ver a realização dos projetos que estão sendo planejados no momento e de contribuir neste processo.

O que me impressionou mais na Bem Comum é o enorme potencial criativo e o espaço que a associação da aos membros de criar e realizar novas ideias e novos projetos. Para mim, a Bem Comum é uma fábrica de ideias e um motor de criatividade. Já tinha momentos que eu tive a impressão que tinha que frear o fluxo de ideias um pouco para não perder a realização da vista. Talvez isso também seja devido á cultura de trabalho alemã que é muito racional e orientado em objetivos. Na Alemanha, sempre ia diretamente para casa ou para outro compromisso depois do dia de trabalho acabar. Aqui, fico muitas vezes ainda depois do trabalho com os colegas da Bem Comum, porque a equipe é como uma segunda família. Não tem distância entre os colegas, ou o sentimento que o lugar do emprego não pode ser um lugar de sentimentos positivos. Espero que possa levar esta experiência para a Alemanha e estabelecer uma cultura de trabalho parecido no meu próximo emprego.

No dia 10 de Outubro a Bem Comum ofereceu uma atividade no evento Agita Lapenna na Zona Leste de São Paulo.

A atividade consistiu de vários elementos, entre eles um ritmo com copos e uma corrida em que os jovens tinham que cooperar para conseguir o objetivo.

A situação demandou muita improvisação da equipe da Bem Comum, já que a faixa etária, o número de jovens e o número de grupos diferentes não era como o esperado. Então o planejamento tinha que ser adaptado, mas fizemos isso com facilidade.

Tínhamos combinado que eu, Max, falaria em alemão para ver como os jovens iriam lidar com isso. Durante muito tempo, o Henrique também,  falou apenas, em “alemão”. Os jovens aceitaram bem o desafio de ter facilitadores que falavam outra língua e explicaram uns aos outros como eles interpretavam as nossas instruções.

Um desafio para nós era a flutuação constante dos jovens; sempre tinha alguns entrando e outros saindo. Então não poderíamos parar nenhum momento, sempre tinha que ter ação para chamar e manter a concentração da galera. E tivemos que motivá-los. No começo, o Henrique perguntou se eles queriam aprender alguma coisa nova. A resposta era bem reservada, pareceu que a palavra ‘aprender’ para os jovens tinha uma conotação bem negativa, igual “ficar quieto, sentar e ouvir o que o professor conta”. Então tivemos que explicar que a nossa idéia de aprendizagem é outra, assim os jovens se abriram ás nossas atividades.

Um momento bem interessante foi quando um menino chegou do meu lado e perguntou muitas coisas sobre a Alemanha e sobre mim. Através do meu sotaque ele tinha adivinhado que sou Alemão. Parece que no dia-a-dia , ele não tem contato com pessoas de outros países, por isso ele aproveitou a oportunidade de aprender mais sobre o exterior. Eu acho uma boa ideia e possível fazer mais encontros entres jovens da periferia e estrangeiros, já que estes jovens geralmente não têm a oportunidade de viajar à outros países ou de acessar comunidades de estrangeiros no Brasil, temos que trazer o mundo para eles, o interesse de aprender aparentemente não falta.

“A tarefa educacional não pode ser realizada trabalhando apenas a mente humana, sem ação que efetue mudança real nas instituições. A ideia de que disposições e atitudes podem ser alteradas por meios apenas “morais”, concebidos estes como algo que se passa inteiramente no interior das pessoas, é ela própria um desses velhos modelos que tem de ser mudado. Pensamento, desejo e propósito resultam de uma interação entre a pessoa e as condições ambientes, num permanente dar e receber.”

John Dewey

 

Num momento em que se discute uma reforma da educação com base em decretos governamentais, com pouco embasamento e nenhum envolvimento dos sujeitos que são e serão impactados por tal ação, sem ter havido um debate profundo a respeito. Assim, qual educação estamos buscando como sociedade? De qual escola necessitamos institucionalmente e estruturalmente para levar a cabo a educação que desejamos? Qual suporte é necessário aos profissionais da educação que levarão à diante tal tarefa e ideais?

Olhando para todas as lacunas de discussão, nos resta trazer de volta um autor, tido como liberal, profundamente comprometido com a educação e a democracia, resgatando seus pensamentos e que assim possamos jogar alguma luz nas trevas que por hora nos cercam!

 

“Os seres humanos, entretanto, não vivem somente em um meio físico, mas em uma “cultura”, que impregna e transforma seus próprios comportamentos biológicos. Esse meio “cultural” consiste em todo um sistema de sinais, significações, símbolos, instrumentos, artes, instituições, tradições e crenças. O físico e orgânico se fazem agora, eles próprios, sociais. E não apenas sociais, como nas formigas e abelhas, que dispõem de estruturas orgânicas para se comportarem socialmente. Mas, sociais por aprendizagem, por aquisição, por herança social. … As relações dos homens entre si e com o seu meio adquirem um novo nível, dominado por símbolos e “sentidos”, que tem de ser aprendidos e adquiridos, para a necessária integração social.”   Anisio Teixeira

“Quando pensamos e propomos um processo de desenvolvimento humano, uma de nossas crenças é de que o convívio humano nos transforma a todos. Garantir o ambiente seguro de aprendizagem, no qual erros ou acertos são apenas elementos para observarmos nosso desenvolvimento, em intensidade e sentido, e não para julgarmos o que esta certo ou errado. Garantir valores como solidariedade, alteridade, liberdade, respeito, empatia… precisam estar de maneira consciente em nosso processo de aprendizagem.

Só conseguiremos propiciar aprendizagem daquilo que efetivamente nos toca, nos importa, e que fato conseguimos abordar com verdade e inteireza. É muito difícil garantir solidariedade, respeito e comprometimento num grupo no qual tais valores e práticas não sejam ações e reflexões presentes. Conseguiremos transformar a sociedade, no momento em que, os valores de transformação, mais inclusivos e solidários, forem, de fato, comungados por um número significativo de seus membros.

Processos de desenvolvimento transformadores necessitam estar alicerçados pela crença de que a relação com o outro é uma ferramenta poderosa de transformação e autoconhecimento.”

Here is our great friend and a big inspiration in our job with youth!!! Lots Of Hugs to Charlie Murphy

credits:http: nicaskew.com/collection/learning-how-to-fall/

O que você pensa sobre a redução da maioridade penal?

O infográfico do Eu quero que desenhe reúne informações de diferentes fontes que aprofundam o debate e apontam as falhas de um sistema que privilegia a punição e o encarceramento. Acreditamos que a juventude brasileira merece mais atenção, educação e oportunidade.

‪#‎NãoàReduçãodaMaioridadePenal‬

infografico

O próximo Bazar OBB já tem data marcada!

Neste ano do bazar da OBB em parceria com Bem Comum vem com uma novidade: um ciclo de workshops com temáticas a respeito de turismo, vivências e aprendizagens.

Vai ser no Dia dos Namorados dia 12 de Junho a partir das 9 horas na Abtd Associação Brasileira, Rua Machado Bitencourt, 89, Vila Mariana, bem pertinho do Metrô Santa Cruz. Traga a sua namorada ou namorado e aproveite as ofertas irresistíveis dos nossos parceiros.

Parte do lucro vai para o fundo de bolsas da Outward Bound Brasil, além de consumir conscientemente você estará oportunizando uma experiência Outward Bound para uma outra pessoa!

Bazar_Obb

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