Autor: clesio

Uma atividade da vida que temos desconectado dos processos de educação e de aprendizagem, é de nos Alimentarmos!

Uma atividade rica e poderosa na criação de vínculos, empatia, acolhimento e etc…  isso remonta a nossa ancestralidade tribal, a caça, o preparo, o compartilhar da fartura em comunidade. Todos são processos que nos uniram e desenvolveram como espécie humana. Em processos de expedição, ter um jantar quentinho, após um dia cansativo de caminhada, de viagem fora da zona de conforto, aquece o coração, acolhe e melhora os ânimos!

Voltemos a dar a importância educativa que a alimentação merece!

Cidade do RS mantém horta que garante orgânicos na merenda de todos os alunos da rede pública

 

Como olhar para a educação de nossas crianças e jovens para autonomia e independência!

https://tab.uol.com.br/liberdade-infancia/

 

Vivemos um momento de muitos questionamentos, muitas angustias e buscas por respostas. Inovar nas ações e na maneira de ver o mundo e as relações tem sido divulgado como a grande ferramenta, no entanto, cabe a nós a reflexão, o estudo e a troca de experiências a respeito do que é e pode vir a ser INOVAR neste momento. Inovar pode ser muitas coisas, inovar pode ser simples, inovar pode ser resgatar de maneira consciente práticas abandonadas ou desvalorizadas.

Compartilhamos aqui um texto de uma parceira, Patricia Santin, da sementeira ,inovacaosocial que tem se debruçado sobre o “INOVAR”, e tem contribuído muito para trazer luz a esta questão.

Acesse o link para saber mais:

https://www.linkedin.com/pulse/redescobrindo-inova%C3%A7%C3%A3o-social-patricia-santin

Existe uma frase que gosto muito, que diz:  ” somos a construção dos livros que lemos; das pessoas que amamos e das viagens que fazemos”.  Não me lembro agora quem é o autor ou mesmo se ela é exatamente assim, mas o que importa é que em meio a esse mundo muitas vezes estranho, muitas vezes dolorido, solitário e incompreensível, podemos achar nós mesmos em histórias compartilhadas, momentos de silêncio reflexivo e trilhas do saber.
Hoje, quinto dia da Expedição Acordando Palavras, a minha frase favorita está posta na concretude desta viagem. Saindo da Ilha de Amantani, passando pelo portal deixo muita Gratidão aos moradores que nos receberam e carrego comigo neste primeiro dia do ano a certeza de que minha bagagem está mais leve e mais fortalecida.
Gratidão aos responsáveis e colaboradores desta expedição.

Katia Gomes20170101_070835

DSC_0299A expedição abriu fronteiras, não apenas as linhas imaginarias que os homens insistem em guerrear, mas as fronteiras que nós mesmos criamos. Vivemos imersos em cubos de plástico e cada vez mais a individualidade força a comunicação robótica, cheia de prés-julgamentos.

A experiência na carne viva obriga o indivíduo a sentir. Não a como se esconder, sair da posição de conforto é obrigar a revelar-se, e isso às vezes machuca. O corpo sobre pressão reage a estímulos “animalescos”, denunciamos nossas necessidades momentâneas mais egóicas, e nesse momento, se colocar no lugar do “outro” requer um pouco mais de prática de vivência na matrix planeta Terra. Estou falando de um pouco, dos muitos sentimentos apreendidos durante a expedição, era como se cada persona, cada planta, cada pedregulho tentasse gritar para que eu pudesse ouvir o barulho ensurdecedor que vinha de Pachamama. Eu tinha algo pra aprender de cada uma das 14 pessoas presentes no projeto.

As cores dos Andes me fizeram voltar ao colorido melancólico do Sertão, as pessoas simples, as feiras de rua, as mulheres bravas, pareciam imagens tecidas na mesma manta. No mesmo caldo de sopa.

Muitas coisas precisavam ser continuadas e iniciadas no novo ciclo 2017, ter rompido o ritual de virada de ano em um pedaço de terra no meio do Titikaka foi realmente deslumbrante, visitar os templos antigos me reativaram fés que há tempos estava esperando por esses encontros e me fizerem questionar e planejar novos horizontes. O trabalho social na ilha dos Uros foi, realmente, a contemplação de nosso objetivo enquanto grupo. Estávamos em plena aprendizagem, sim! Tínhamos muito o que aprender com as pessoas daquele lugar, mas o breve sentimento de solidariedade e de conclusão de planejamento foi revelador, eu senti nosso reflexo, e ele estava reluzente nas aguas frias do lago. Em cada sorriso, em cada lágrima e em cada pedaço melado de tinta.

 

Obrigado ao Cosmos, as montanhas, o lago, a Carol, Clesio e todos os outros que materializaram essa expedição…

 

 

Caio Richard de Araújo Macedo Alexandre

“A tarefa educacional não pode ser realizada trabalhando apenas a mente humana, sem ação que efetue mudança real nas instituições. A ideia de que disposições e atitudes podem ser alteradas por meios apenas “morais”, concebidos estes como algo que se passa inteiramente no interior das pessoas, é ela própria um desses velhos modelos que tem de ser mudado. Pensamento, desejo e propósito resultam de uma interação entre a pessoa e as condições ambientes, num permanente dar e receber.”

John Dewey

 

Num momento em que se discute uma reforma da educação com base em decretos governamentais, com pouco embasamento e nenhum envolvimento dos sujeitos que são e serão impactados por tal ação, sem ter havido um debate profundo a respeito. Assim, qual educação estamos buscando como sociedade? De qual escola necessitamos institucionalmente e estruturalmente para levar a cabo a educação que desejamos? Qual suporte é necessário aos profissionais da educação que levarão à diante tal tarefa e ideais?

Olhando para todas as lacunas de discussão, nos resta trazer de volta um autor, tido como liberal, profundamente comprometido com a educação e a democracia, resgatando seus pensamentos e que assim possamos jogar alguma luz nas trevas que por hora nos cercam!

 

“Os seres humanos, entretanto, não vivem somente em um meio físico, mas em uma “cultura”, que impregna e transforma seus próprios comportamentos biológicos. Esse meio “cultural” consiste em todo um sistema de sinais, significações, símbolos, instrumentos, artes, instituições, tradições e crenças. O físico e orgânico se fazem agora, eles próprios, sociais. E não apenas sociais, como nas formigas e abelhas, que dispõem de estruturas orgânicas para se comportarem socialmente. Mas, sociais por aprendizagem, por aquisição, por herança social. … As relações dos homens entre si e com o seu meio adquirem um novo nível, dominado por símbolos e “sentidos”, que tem de ser aprendidos e adquiridos, para a necessária integração social.”   Anisio Teixeira

“Quando pensamos e propomos um processo de desenvolvimento humano, uma de nossas crenças é de que o convívio humano nos transforma a todos. Garantir o ambiente seguro de aprendizagem, no qual erros ou acertos são apenas elementos para observarmos nosso desenvolvimento, em intensidade e sentido, e não para julgarmos o que esta certo ou errado. Garantir valores como solidariedade, alteridade, liberdade, respeito, empatia… precisam estar de maneira consciente em nosso processo de aprendizagem.

Só conseguiremos propiciar aprendizagem daquilo que efetivamente nos toca, nos importa, e que fato conseguimos abordar com verdade e inteireza. É muito difícil garantir solidariedade, respeito e comprometimento num grupo no qual tais valores e práticas não sejam ações e reflexões presentes. Conseguiremos transformar a sociedade, no momento em que, os valores de transformação, mais inclusivos e solidários, forem, de fato, comungados por um número significativo de seus membros.

Processos de desenvolvimento transformadores necessitam estar alicerçados pela crença de que a relação com o outro é uma ferramenta poderosa de transformação e autoconhecimento.”